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Biomarcadores e suas aplicações nas ciências do esporte

19 de Agosto, 2026 18 MIN DE LECTURA
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Biomarcadores e suas aplicações nas ciências do esporte

Durante anos, o suor foi visto simplesmente como uma consequência inevitável do exercício: uma forma pela qual o corpo elimina calor para evitar o superaquecimento. No entanto, nos últimos anos, o suor despertou grande interesse entre pesquisadores, treinadores e empresas de tecnologia esportiva. A razão é simples: o suor contém muito mais do que água e sal.

Graças ao desenvolvimento de sensores portáteis e dispositivos inteligentes capazes de analisar pequenas gotas de suor em tempo real, surgiu uma pergunta muito interessante: o suor poderia se tornar uma alternativa aos exames de sangue para conhecer o estado fisiológico de um atleta?

A ideia é muito atraente. Imagine terminar uma sessão de treinamento e, sem a necessidade de uma coleta de sangue, obter informações sobre sua hidratação, perda de eletrólitos, fadiga ou até mesmo alguns aspectos do seu metabolismo. Esse cenário parece cada vez mais próximo, graças aos avanços tecnológicos.

No entanto, a realidade científica é mais complexa. Embora o potencial seja enorme, ainda existem limitações importantes que impedem que o suor seja usado como um substituto confiável para um exame de sangue para a maioria dos biomarcadores. Então, que informações o suor pode realmente fornecer? Quais aplicações ele tem hoje no esporte? E com o que devemos ter cautela quando vemos dispositivos que prometem medir nosso estado físico apenas a partir de uma gota de suor?

O suor: muito mais que um mecanismo para refrescar o corpo

Quando nos exercitamos, os músculos geram grandes quantidades de calor. Se esse calor não fosse dissipado, a temperatura corporal aumentaria rapidamente e o desempenho diminuiria de forma considerável.

Para evitar isso, o organismo ativa milhões de glândulas sudoríparas distribuídas por toda a pele. Elas produzem suor, que ao evaporar extrai calor da superfície corporal e ajuda a manter uma temperatura adequada para continuar realizando o exercício.

Mas o suor não é composto apenas de água.

Em cada gota viajam pequenas quantidades de sódio, cloro, potássio, cálcio, magnésio, glicose, lactato, uréia, aminoácidos, vitaminas, hormônios e até algumas moléculas relacionadas ao sistema imunológico. Essa composição levou os cientistas a se perguntarem se o suor poderia se tornar uma "janela" para saber o que está acontecendo dentro do organismo.

A lógica parece simples: se muitas dessas substâncias também estão presentes no sangue, talvez seja possível analisá-las através do suor de uma forma muito mais confortável e sem procedimentos invasivos.

Essa é precisamente a ideia que impulsiona grande parte das pesquisas atuais.

O que é um biomarcador?

Um biomarcador é qualquer substância do organismo que fornece informações sobre um processo fisiológico ou sobre o estado de saúde de uma pessoa.

Por exemplo:

  • A glicose no sangue permite conhecer o risco de diabetes
  • O colesterol ajuda a avaliar o risco cardiovascular.
  • O lactato sanguíneo é uma ferramenta usada para estimar a intensidade do exercício e planejar os treinamentos.

Tradicionalmente, esses biomarcadores são obtidos por meio de exames de sangue, saliva ou urina. O problema é que esses métodos exigem equipamentos especializados, pessoal treinado e, em muitos casos, não permitem realizar medições contínuas durante uma sessão de treinamento.

Por isso, o suor tem despertado tanto interesse. Poder monitorar diferentes variáveis fisiológicas enquanto o atleta continua treinando representaria uma mudança enorme para a medicina esportiva e o treinamento de alto rendimento.

A revolução dos sensores de suor

Há apenas alguns anos, a análise do suor era um processo reservado quase exclusivamente para laboratórios especializados. Hoje o cenário está mudando rapidamente.

O desenvolvimento de novos materiais flexíveis e microssensores permitiu criar dispositivos capazes de aderir à pele como se fossem um adesivo ou até mesmo integrar-se a relógios esportivos, pulseiras, roupas de compressão ou tecidos inteligentes.

Esses sensores podem coletar pequenas quantidades de suor e analisar sua composição praticamente em tempo real.

No futuro, um atleta poderá receber informações imediatas sobre variáveis como:

  • A quantidade de sódio que está perdendo.
  • Sua taxa de sudorese.
  • Alterações em alguns metabólitos.
  • Determinadas respostas fisiológicas durante um treinamento longo.

Para esportes de resistência como maratona, ciclismo, triatlo ou provas de ultra distância, dispor desse tipo de informação poderia ajudar a personalizar as estratégias de hidratação e nutrição com muito mais precisão do que as recomendações gerais.

No entanto, aqui aparece um dos pontos mais importantes: o fato de um sensor poder medir uma substância no suor não significa necessariamente que essa medição reflita com exatidão o que está acontecendo dentro do organismo. E essa diferença é fundamental para entender o estado atual dessa tecnologia.

Por que o suor nem sempre reflete o que ocorre no sangue?

À primeira vista, poderia parecer lógico pensar que, se uma substância aumenta no sangue, também aumentará no suor. No entanto, o corpo não funciona de forma tão simples.

Antes de chegar à superfície da pele, o suor passa por um processo complexo dentro das glândulas sudoríparas. Durante esse percurso, algumas substâncias são reabsorvidas, outras são modificadas e outras ainda são produzidas pela própria glândula.

Além disso, fatores como a intensidade do exercício, a temperatura ambiente, a umidade, o grau de aclimatação ao calor, a alimentação, o treinamento e até a área do corpo onde o suor é coletado podem alterar significativamente sua composição.

Por exemplo, dois corredores podem concluir exatamente o mesmo treinamento, perder o mesmo volume de líquido e, ainda assim, apresentar concentrações muito diferentes de sódio no suor.

Da mesma forma, uma mesma pessoa pode obter resultados distintos dependendo de se corre em um dia fresco, durante uma onda de calor ou após várias semanas treinando em ambientes quentes.

Tudo isso torna a interpretação do suor muito mais complexa do que poderia parecer.

O grande desafio dos biomarcadores do suor

Um dos principais objetivos da pesquisa atual é responder a uma pergunta muito concreta:

Existe uma relação suficientemente consistente entre o sangue e o suor para utilizar este último como uma ferramenta confiável de monitoramento?

Até agora, a resposta é prudente.

Em alguns biomarcadores os resultados são promissores, especialmente graças ao desenvolvimento de novos algoritmos capazes de interpretar as informações de forma personalizada. No entanto, para a maioria das substâncias analisadas ainda não existe uma correlação suficientemente sólida para substituir as análises tradicionais.

Isso não significa que o suor não seja útil.

Significa que devemos entender exatamente quais informações ele pode fornecer hoje e quais continuam sendo objeto de pesquisa.

Na próxima parte, veremos quais são os biomarcadores do suor que realmente têm aplicações práticas para os atletas, que continuam gerando dúvidas e por que medir o sódio do suor não é a mesma coisa que conhecer o estado de hidratação.

O que o suor pode nos dizer (e como aproveitá-lo)

Embora ainda não seja possível usar o suor como substituto de um exame de sangue, isso não significa que ele não tenha utilidade. De fato, uma de suas aplicações mais valiosas atualmente é ajudar a elaborar estratégias de hidratação e reposição de eletrólitos muito mais personalizadas.

Cada pessoa sua de maneira diferente. Alguns atletas mal perdem líquido durante uma sessão, enquanto outros podem perder mais de dois litros por hora em condições de calor. Além disso, a quantidade de sódio presente nesse suor também varia enormemente entre os indivíduos.

Essas diferenças explicam por que dois corredores que realizam o mesmo treinamento podem terminar com sensações completamente distintas: um finaliza a sessão sem maiores problemas, enquanto o outro sente cãibras, fadiga prematura ou uma queda acentuada no desempenho.

Compreender como cada atleta sua permite tomar melhores decisões sobre o quanto beber e quantos eletrólitos repor durante o exercício, especialmente quando se trata de esforços prolongados.

A importância do sódio no suor

O sódio é, de longe, o eletrólito que se perde em maior quantidade durante a transpiração.

Sua função vai muito além de "dar o sabor salgado" ao suor. Esse mineral participa da contração muscular, da transmissão dos impulsos nervosos e da manutenção do equilíbrio de líquidos dentro e fora das células.

Quando as perdas são elevadas e não são repostas adequadamente, o risco de queda no desempenho aumenta, especialmente durante atividades de resistência.

No entanto, aqui aparece um aspecto que costuma gerar confusão.

Durante anos, acreditou-se que analisar a concentração de sódio no suor permitia conhecer diretamente o estado de hidratação do atleta. Hoje sabemos que não é bem assim.

A concentração de sódio no suor depende de inúmeros fatores além da hidratação. Entre eles estão:

  • A intensidade do exercício.
  • A velocidade com que o suor é produzido.
  • A aclimatação ao calor.
  • A alimentação.
  • Algumas características genéticas.
  • Adaptações provocadas pelo treinamento.

Em outras palavras, uma maior concentração de sódio no suor não significa necessariamente que uma pessoa esteja mais desidratada.

O que isso permite saber é quanto sódio ela está perdendo durante o exercício, uma informação muito útil para planejar a reposição de eletrólitos em sessões longas ou competições exigentes.

Por que algumas pessoas têm um suor muito mais salgado?

Provavelmente você já viu atletas que terminam um treinamento com manchas brancas de sal na roupa ou na pele.

Longe de ser algo estranho, isso costuma indicar que o suor contém concentrações elevadas de sódio.

Isso ocorre porque as glândulas sudoríparas não funcionam da mesma forma em todas as pessoas. Enquanto o suor se desloca para a superfície da pele, parte do sódio é reabsorvida pela própria glândula antes de sair para o meio externo. Algumas pessoas são muito mais eficientes nesse processo do que outras.

Além disso, o organismo pode melhorar essa capacidade após várias semanas treinando em ambientes quentes.

É por isso que atletas aclimatados ao calor costumam conservar melhor o sódio do que aqueles que começam a treinar nessas condições.

Personalizar a hidratação: muito melhor do que seguir uma regra geral

As recomendações universais como "beba a cada 20 minutos" ou "tome uma garrafa por hora" podem ser úteis como ponto de partida, mas nem sempre respondem às necessidades individuais.

Hoje se sabe que uma estratégia personalizada costuma oferecer resultados melhores, especialmente em provas de longa duração. Para construir essa estratégia, é conveniente conhecer aspectos como:

  • Quanto suor o atleta produz por hora.
  • Quanto sódio ele perde aproximadamente.
  • A duração prevista do esforço.
  • As condições ambientais.
  • A tolerância gastrointestinal a líquidos e bebidas esportivas.

Essa abordagem permite evitar tanto uma hidratação insuficiente quanto o consumo excessivo de água, duas situações que podem afetar o desempenho.

O que o suor ainda não pode nos dizer com precisão

O entusiasmo gerado pelos novos sensores levou à crença de que em breve será possível conhecer quase qualquer variável fisiológica simplesmente colocando um adesivo na pele. No entanto, as evidências científicas ainda exigem cautela. 

Na maioria dos biomarcadores estudados, as concentrações medidas no suor não refletem de forma consistente o que está acontecendo no sangue.

Embora a composição do suor mude durante o exercício, essas alterações são influenciadas por tantos fatores que se torna impossível utilizar apenas o suor para determinar o estado de hidratação.

Por exemplo, a concentração de sódio pode aumentar simplesmente porque a intensidade do exercício é maior, mesmo se o nível de hidratação mal tiver mudado. Por isso, os especialistas recomendam avaliar o estado de hidratação através de diferentes indicadores, como a perda de peso durante o exercício, a cor da urina, a sensação de sede e o contexto do treinamento, em vez de confiar unicamente em um sensor de suor.

E o que acontece com o lactato?

O lactato é um dos marcadores mais utilizados para avaliar a intensidade do treinamento. Durante décadas, treinadores e cientistas utilizaram medições de lactato no sangue para determinar o limiar de esforço e planejar as cargas de treinamento.

Seria ideal obter essas informações através de um sensor colocado na pele.

O problema é que grande parte do lactato presente no suor não provém diretamente do sangue. As próprias glândulas sudoríparas produzem lactato durante o seu funcionamento, o que dificulta a interpretação do seu verdadeiro significado.

Além disso, alguns estudos observaram que o lactato sanguíneo aumenta enquanto o lactato do suor permanece estável ou até diminui.

Por enquanto, a análise do suor não pode substituir as medições tradicionais de lactato no sangue.

É possível medir a glicose através do suor?

A glicose também despertou um enorme interesse, especialmente pelas possibilidades que um sistema totalmente não invasivo teria.

Embora pequenas quantidades de glicose cheguem ao suor, sua concentração é cerca de cem vezes menor do que no sangue. Isso representa um desafio enorme para os sensores, pois pequenas variações ou interferências podem modificar consideravelmente as medições.

Alguns dispositivos experimentais mostraram resultados promissores, mas ainda falta provar que são precisos o suficiente para aplicações esportivas ou clínicas.

Vitaminas, minerais e outros nutrientes

Outro campo que está crescendo rapidamente é o desenvolvimento de sensores capazes de detectar minerais e vitaminas no suor.

A ideia é muito atraente: identificar possíveis deficiências nutricionais sem a necessidade de realizar exames de laboratório.

No entanto, a pesquisa ainda está em seus estágios iniciais.

Alguns estudos observaram que as concentrações de certos minerais aumentam após o consumo de suplementos, mas isso não significa que o suor reflita fielmente o estado nutricional do organismo. Ainda não se sabe até que ponto essas alterações podem ser utilizadas para diagnosticar deficiências ou ajustar a alimentação de um atleta.

O que acontece com o estresse e a recuperação?

Outro grande objetivo da ciência é utilizar o suor para monitorar a recuperação.

Moléculas como o cortisol, popularmente conhecido como o "hormônio do estresse",ou determinadas proteínas relacionadas à inflamação poderiam fornecer informações interessantes sobre como o organismo responde ao treinamento.

Os primeiros resultados são promissores, e alguns estudos encontraram associações entre o cortisol presente no suor e o medido no sangue.

No entanto, as evidências disponíveis ainda são limitadas, e os pesquisadores concordam que são necessários estudos com um número maior de atletas antes de considerar esses marcadores como ferramentas confiáveis para controlar a carga de treinamento ou a recuperação. Por enquanto, essas análises devem ser entendidas como uma linha de pesquisa com grande potencial, mas ainda longe de fazer parte da prática habitual do treinamento esportivo.

Nem todos suamos igual

Outra dificuldade importante é a enorme variabilidade entre as pessoas.

Existem atletas que produzem grandes volumes de suor logo nos primeiros minutos de exercício, enquanto outros começam a suar muito mais tarde. Também existem diferenças marcadas na quantidade de sódio que cada indivíduo perde, na velocidade com que as glândulas sudoríparas reabsorvem os minerais e na resposta ao calor.

Até mesmo uma mesma pessoa pode apresentar resultados diferentes dependendo da época do ano ou das condições em que treina. Por exemplo, após várias semanas treinando durante o verão, o corpo geralmente se adapta ao calor. Essas adaptações permitem começar a suar mais cedo, aumentar a produção de suor e conservar melhor o sódio, melhorando a capacidade de manter a temperatura corporal.

Por isso, interpretar corretamente os dados exige muito mais do que observar um único valor isolado. O que é realmente útil é analisar as tendências individuais e compreender como cada atleta responde em diferentes situações.

O que vem por aí: sensores cada vez mais inteligentes

Apesar das limitações atuais, o futuro da análise do suor é muito promissor. A próxima geração de dispositivos não buscará apenas medir substâncias químicas, mas interpretar essas informações usando inteligência artificial e algoritmos personalizados. Em vez de se limitarem a indicar uma concentração de sódio ou glicose, esses sistemas poderiam integrar múltiplas variáveis, como:

  • Frequência cardíaca.
  • Temperatura corporal.
  • Intensidade do exercício.
  • Taxa de sudorese.
  • Condições ambientais.
  • Histórico de treinamentos.
  • Dados individuais do atleta.

A combinação de todas essas informações permitiria oferecer recomendações muito mais precisas durante o exercício. Por exemplo, um relógio esportivo poderia detectar que um corredor está perdendo líquidos em um ritmo acima do normal devido a uma onda de calor e recomendar o aumento da ingestão de líquidos e eletrólitos antes do surgimento de sinais de fadiga.

Da mesma forma, um ciclista participando de uma prova de várias horas poderia receber alertas personalizados para repor sódio com base em suas perdas habituais, e não apenas seguindo recomendações gerais.

Esse tipo de tecnologia poderia reduzir o risco de desidratação, melhorar o desempenho em esportes de resistência e até ajudar a planejar a recuperação pós-treino.

O que tudo isso significa para os atletas?

Além do entusiasmo gerado pelos novos dispositivos, é importante manter uma visão realista. Hoje em dia, a análise do suor tem uma utilidade prática muito clara: ajudar a saber quanto líquido e sódio um atleta perde para elaborar estratégias de hidratação mais personalizadas.

Por outro lado, o uso do suor para estimar o estado de hidratação, a glicose, o lactato, o cortisol ou outros biomarcadores ainda apresenta limitações significativas.

Isso não significa que a tecnologia não funcione, mas que ainda precisa de mais pesquisas para demonstrar que essas medições refletem com precisão o que está acontecendo dentro do organismo.

Por isso, qualquer dado obtido por meio de sensores de suor deve ser interpretado dentro de um contexto mais amplo que inclua outros indicadores, como o desempenho esportivo, a percepção de esforço, a frequência cardíaca, o peso corporal antes e depois do exercício, a alimentação e as condições ambientais.

A personalização é o futuro

Uma das mudanças mais importantes que a ciência do esporte está vivenciando é o abandono das recomendações universais.

Durante muitos anos, eram oferecidos conselhos iguais para todos os atletas: beber uma certa quantidade de água por hora, consumir uma quantidade padrão de sódio ou seguir orientações de hidratação praticamente idênticas.

Hoje sabemos que essas recomendações podem ser insuficientes para alguns atletas e excessivas para outros.

A tendência atual é adaptar a nutrição, a hidratação e a recuperação às características de cada pessoa. Nesse contexto, a análise do suor pode se tornar uma ferramenta muito valiosa, desde que seja utilizada para complementar outras avaliações e não como fonte única de informação.

O suor deixou de ser visto apenas como uma resposta natural ao exercício e tornou-se uma valiosa fonte de informações sobre o organismo. Graças aos avanços nos sensores portáteis, hoje é possível monitorar variáveis fisiológicas de forma contínua e não invasiva, embora interpretar esses dados ainda seja um desafio devido à grande quantidade de fatores que influenciam na composição do suor.

Atualmente, a aplicação mais sólida da análise do suor é a quantificação das perdas de líquidos e sódio para personalizar as estratégias de hidratação. Por outro lado, o seu uso para avaliar o estado de hidratação, controlar a glicose, medir o lactato ou avaliar a recuperação ainda requer mais pesquisas.

Tudo indica que, com sensores mais precisos e algoritmos capazes de interpretar os dados de forma individualizada, a análise do suor se tornará uma ferramenta comum para otimizar o desempenho esportivo. Enquanto isso, ela deve ser entendida como um complemento útil, mas não como substituta de uma avaliação integral do atleta.

 


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